Brincadeira de criança: até o simples é tecnológico para a geração atual

Querer que uma criança se afaste dos recursos tecnológico porque “no meu tempo não era assim”, além de ser ingenuidade, é não permitir que as crianças evoluam no ritmo das mudanças.

Por Marco Cassel – Depois de ver algumas postagens nas mídias sociais sobre as brincadeiras simples de “antigamente”, fiquei pensando: “Mas afinal, o que é simples hoje?”.

Por que fiz essa reflexão?

Tenho uma filha de nove anos de idade que desde muito pequena manuseia smartphones como que por instinto. Também observei várias crianças que, com dois ou três anos, dominam o touch screen como nós, adultos, dominamos um garfo.

Simples para crianças de gerações anteriores era jogar taco na rua, andar de bicicleta, jogar bolinha de gude… Todas brincadeiras muito divertidas, saudáveis e que “mexem” com o corpo. Porém, para as crianças atuais, brincar com smartphones e notebooks é algo “extremamente simples”.

Quando vejo postagens denunciando que as crianças atuais não brincam com coisas simples, sinto que alguns estão caminhando para trás.

Concordo plenamente que passar horas com “a cara enfiada no celular” não é nada saudável, mas temos que entender os novos tempos. Cabe aos que são de gerações anteriores, de forma sutil, conduzirem as crianças para um universo mais lúdico. Agora, querer que uma criança se afaste dos recursos tecnológico porque “no meu tempo não era assim” ou “meu filho não vai mexer com estas coisas”, por favor. Além de ser ingenuidade – porque não se consegue mantê-los afastados da tecnologia – é não permitir que as crianças evoluam no ritmo das mudanças. Concordo, mudanças muitas vezes desenfreadas, mas que fazem parte do nosso dia a dia e são irreversíveis.

Pais, tentem ensinar a seus filhos algumas brincadeiras do passado, para que eles tenham mais contato com a natureza e se divirtam como vocês. Mas, tentem também fazer o caminho inverso, aprendendo com seus filhos aquilo que parece um monstro – a tecnologia. As vantagens serão para todos, porque o mercado vai cobrar dos profissionais jovens ou “mais experientes” o conhecimento tecnológico, sem piedade.

Desejo que no próximo final de semana você jogue bola ou sente em um balanço com seu filho, e que também se divirtam jogando um bom videogame ou acessando alguns aplicativos no smartphone.

Beijos no coração de todos!

Marco Cassel é palestrante motivacional, especialista em superação, criação de valor e em tocar o coração das pessoas. www.marcocassel.com.br

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